05 junho 2007

Segunda-feira blues

Quatro de maio de dois mil e sete. Unb, depois da aula de alemão. Resolvi estudar um pouco, pois não tenho feito muito disso nesse semestre. Como a biblioteca está fechada, por causa da greve dos funcionários, caminho pelo ICC em busca de uma sala vazia, mas não encontro. A Unb durante o dia é lugar ainda mais estranho do que de noite; os corredores estão sempre lotados de gente que não faz outra coisa senão existir em excesso no mundo.

Já que não encontro uma sala vazia, tento achar, ao menos, um lugar tranqüilo para ler um pouco. Ao lado da Faculdade de Comunicação há um banco vazio e, misteriosamente, o fluxo de pessoas não está tão grande quanto o do lado oposto. Decido ficar e pego um texto para ler. É uma crítica do Roberto Schwarz sobre que trata sobre a volubilidade do narrador machadiano.

Passam-se dois minutos e cinco meninas resolvem ocupar as vagas restantes do banco em que me sentei. Prossigo na leitura. Elas conversam sobre a vestimenta que usarão na formatura. Schwarz cita como exemplo da volubilidade o caso de D.Plácida, em Brás Cubas. Minhas vizinhas começam a se medir umas as outras.

O método utilizado por Machado de Assis, a narração totalmente parcial das situações, apresenta um painel dos costumes e da época muito mais efetivo do que as descrições “objetivas” dos escritores naturalistas, pois deixa perpassar pelo texto uma crítica social extremamente potencializada pela ironia do autor.

– Trinta centímetros de cintura!? Você come?? Nunca conheci alguém que medisse só trinta centímetros de cintura!!!

O retrato de D. Plácida, pintado por Machado de Assis, está próximo da crítica de Marx a respeito da visão materialista do trabalho.

– Minha bunda é muito grande... preciso de um número 50, pelo menos...

O espelhamento das posições sociais umas nas outras e na diversidade de estilos sociais históricos não desmancha a realidade das classes sociais, como pensam os puristas do ponto de vista popular.

– Gente, tô completando dois meses de namoro. E ainda tô apaixonada. O Caio é lindo e tudo de bom, mas é um tarado! Véio, cês acreditam que ele queria tirar foto da gente no motel pra colocar no flog dele?! Pô, tirar foto, tudo bem, né? Agora colocar na internet...

– E vocês tiraram fotos?!

– Tiramos.

– Caraca, véi!! Eu não tinha as cara de fazer isso...

– Ih, véi, mô normal. Eu tenho uma aqui no meu celular, ó.

– Gente, tô morrendo de fome. Vâmo comprar pão de queijo?

– Ah, não. Eu quero ver a foto.

– Vamo andando. No caminho a gente entra no banheiro e eu mostro, tem muita gente aqui.

E eu todo constrangido com o espelhamento das posições sociais e a volubilidade do narrador machadiano. Ao meu lado, no banco, se senta um casal de rapazes e começam a lembrar da “reive” e das "birita" que "rolaro" no sábado. Percebendo que o assunto periga descambar novamente para o lance das fotos, eu me levanto e resolvo ir para o trabalho.

A Unb não é um lugar para se estudar.

18 maio 2007

Funny Little Frog

Belle & Sebastian

12 maio 2007

Janela da alma

Janela da Alma é um filme que apresenta muitas questões, mas que trata, principalmente, da subjetividade do olhar. Seria assim tão óbvio o fato de cada um ver o mundo, a realidade, de uma forma diferente? Até onde vai o subjetivo, e onde começa o real? Quem, quando criança, já não se perguntou se os outros vêem as cores do mesmo jeito que nós? E depois de grandes, quem já não perdeu um pouco de seu tempo pensando sobre como o olhar pode ser algo totalmente relativo?

Dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. O escritor José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade ­ se é que ela é a mesma para todos.





06 maio 2007

Madrugada dos mortos

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01 maio 2007

Vida simples

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21 abril 2007

Such a night

Kurt Russel & Elvis Presley



* Créditos finais do filme "3000 miles to Graceland"

14 abril 2007

O sistema é bruto

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08 abril 2007

Sábado no cinema

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29 março 2007

Perspectivismo espartano

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17 março 2007

10 março 2007

Mar verde

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04 março 2007

Fé e estrada

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25 fevereiro 2007

Uma casa no campo


08 fevereiro 2007

Canción para Encarnación



Encarnación
Jack Black

When the fantasy has ended
And all the childern are gone
Something good inside me,
Helps me to carry on!

I ate some bugs,
I ate some grass,
I used my hand,
To wipe my...
tears

To kiss your mouth
I break my vow
No no no,
no no,
no WAY JOSE
Unless you want to
Then we break our vows together

Encarnacio-hooooon
Encarnacio-ho-ho-ho-ho-ho-hon
Encarnacion
Diduli
duliluli!
Encarnacio-ho-ho-ho-ho-ho-hon

01 fevereiro 2007

Nachooooooooooooooooooo!



Nacho libre, o melhor filme de 2006 (que inexplicavelmente não foi lançado nos cinemas).

18 janeiro 2007

Stand by me

Oasis

09 janeiro 2007

In the ghetto

Elvis Presley



Tributo em homenagem ao dia em que Elvis completaria 72 anos.

08 janeiro 2007

LOVE

The Beatles™ Love by Cirque du Soleil®

03 janeiro 2007

All you need is love

The Beatles