03 maio 2009
11 julho 2007
Belle and Sebastian
A Banda: | ||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Biografia: | ||||||||||||||||||||||||||||||||
A história do Belle & Sebastian é, no mínimo, fascinante. Um grupo de estudantes que, sem pretensão qualquer, virou febre no mundo alternativo. Hoje o culto pode até estar manjado, mas há três anos, o mais cool que você podia ser era ser fã do Belle & Sebastian. Afinal, eles não davam shows, muito menos entrevistas, seus discos eram raros. Bem, o culto continua, hoje em dia mais pelo som maravilhoso que estes escoceses tiram. Mas que é uma história fascinante, é. Trabalho de escola Tudo teve início quando Stuart Murdoch e Stuart David se encontraram assim, meio sem querer, e começaram a tirar um som juntos. Murdoch escrevia canções sem qualquer pretensão. Porém, precisaria de um trabalho para finalizar o curso na faculdade. Recrutaram uns amigos num café 24 horas, um por um. Estava formado o Belle & Sebastian (nome de dois personagens de uma série de livros infantis franceses): Murdoch, David, Isobel Campbell, Chris Geddes, Stuart Jackson e Richard Colburn. A banda gravou um single para o trabalho de Murdoch, principal vocalista da banda. Contentes e até surpreendidos com o bom resultado, resolveram gravar um disco inteiro. Em abril de 1996, lançaram o debut "Tigermilk", para poucas pessoas. Mil cópias, todas em vinil, o que torna essa edição uma raridade imperdível. Vendiam o disco em shows e distribuiam aos amigos. Tinham planos de gravar dois discos e se separarem. Porém, algo começou a acontecer. A crítica inglesa passou a endeusá-los, mas ninguém conseguia imagens ou entrevistas da banda, o que aumentou ainda mais o culto. Os escoceses receberam inúmeras propostas de gravadoras grandes, mas, com medo de perder a liberdade criativa, assinaram com a pequena Jeepster. No começo de 1997, lançaram a obra-prima "If You're Feeling Sinister", ainda melhor que a estréia - e olha que era uma tarefa complicada. Além da Inglaterra, o culto começou a atingir proporções estratosféricas. Lançaram alguns singles e EPs e em 1998 veio o terceiro disco, "The Boy With The Arab Strap". Com tanta adoração e pressão da crítica, começaram a fazer mais shows e dar (algumas) entrevistas. Fizeram até vídeo-clipe. Algumas pessoas (mais radicais, por sinal) passaram a deixar de gostar da banda, simplesmente pela abertura de fronteiras. Ainda em 1998 saiu mais um EP, o "This Is Just A Modern Rock Song". Já em 2000 lançam o EP "Legal Man", um pouco diferente dos anteriores. Ele foi uma provinha do que seria o lançamento seguinte: "Fold Your Hands Child, You Walk Like A Peasant", quarto álbum, lançado em junho. A reação da crítica e do público é que foi um disco um pouco mais comercial, mas ainda ótimo. Logo após, lançaram mais um clipe, agora para a música "The Wrong Girl". Nesta época, Stuart David deixou a banda e foi substituído por Bob Kildea. Para a felicidade tupiniquim, a gravadora brasileira Trama lançou os quatro discos da banda e os EPs, sendo alguns deles reunidos em uma caixinha. Com o inédito sucesso comercial, a banda resolveu sair em turnê para outros lugares. Lançaram na metade de 2001 o single Jonathan David e vieram para o Brasil para participar do Free Jazz Festival, tornando-se a grande sensação do festival. Em 2002, o Belle and Sebastian lança o disco Storytelling, que serve como trilha sonora para o filme homônimo de Todd Solondz. Ao longo do trabalho, as músicas intercalam-se com diálogos tirados do filme.
No final de 2003, saiu o quinto álbum (ou sexto, se contarmos a trilha sonora), "Dear Catastrophe Waitress". Em janeiro de 2004, a Jeepster lançou o DVD "Fans Only", que cobre a carreira do Belle and Sebastian desde a época do "If You're Feeling Sinister" até o "Storytelling". A compilação ficou a cargo de Blair Young, e conta com entrevistas, partes de shows, bastidores, vídeos do início da mística carreira e aparições na TV. Em 2005, é lançada a coletânea "Push Barman to Open Old Wounds", um álbum duplo contendo todas as músicas lançadas em EPs, e no começo do ano seguinte, novo LP, "The Life Pursuit", que dá sequência a influência da música dos anos 70 iniciada em "Dear Catastrophe Waitress".
Jonas Lopes | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| Álbums: | ||||||||||||||||||||||||||||||||
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Cometido por
Marcos
às
10:07 AM
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05 junho 2007
Segunda-feira blues
Quatro de maio de dois mil e sete. Unb, depois da aula de alemão. Resolvi estudar um pouco, pois não tenho feito muito disso nesse semestre. Como a biblioteca está fechada, por causa da greve dos funcionários, caminho pelo ICC em busca de uma sala vazia, mas não encontro. A Unb durante o dia é lugar ainda mais estranho do que de noite; os corredores estão sempre lotados de gente que não faz outra coisa senão existir em excesso no mundo.
Já que não encontro uma sala vazia, tento achar, ao menos, um lugar tranqüilo para ler um pouco. Ao lado da Faculdade de Comunicação há um banco vazio e, misteriosamente, o fluxo de pessoas não está tão grande quanto o do lado oposto. Decido ficar e pego um texto para ler. É uma crítica do Roberto Schwarz sobre que trata sobre a volubilidade do narrador machadiano.
Passam-se dois minutos e cinco meninas resolvem ocupar as vagas restantes do banco em que me sentei. Prossigo na leitura. Elas conversam sobre a vestimenta que usarão na formatura. Schwarz cita como exemplo da volubilidade o caso de D.Plácida, em Brás Cubas. Minhas vizinhas começam a se medir umas as outras.
O método utilizado por Machado de Assis, a narração totalmente parcial das situações, apresenta um painel dos costumes e da época muito mais efetivo do que as descrições “objetivas” dos escritores naturalistas, pois deixa perpassar pelo texto uma crítica social extremamente potencializada pela ironia do autor.
– Trinta centímetros de cintura!? Você come?? Nunca conheci alguém que medisse só trinta centímetros de cintura!!!
O retrato de D. Plácida, pintado por Machado de Assis, está próximo da crítica de Marx a respeito da visão materialista do trabalho.
– Minha bunda é muito grande... preciso de um número 50, pelo menos...
O espelhamento das posições sociais umas nas outras e na diversidade de estilos sociais históricos não desmancha a realidade das classes sociais, como pensam os puristas do ponto de vista popular.
– Gente, tô completando dois meses de namoro. E ainda tô apaixonada. O Caio é lindo e tudo de bom, mas é um tarado! Véio, cês acreditam que ele queria tirar foto da gente no motel pra colocar no flog dele?! Pô, tirar foto, tudo bem, né? Agora colocar na internet...
– E vocês tiraram fotos?!
– Tiramos.
– Caraca, véi!! Eu não tinha as cara de fazer isso...
– Ih, véi, mô normal. Eu tenho uma aqui no meu celular, ó.
– Gente, tô morrendo de fome. Vâmo comprar pão de queijo?
– Ah, não. Eu quero ver a foto.
– Vamo andando. No caminho a gente entra no banheiro e eu mostro, tem muita gente aqui.
E eu todo constrangido com o espelhamento das posições sociais e a volubilidade do narrador machadiano. Ao meu lado, no banco, se senta um casal de rapazes e começam a lembrar da “reive” e das "birita" que "rolaro" no sábado. Percebendo que o assunto periga descambar novamente para o lance das fotos, eu me levanto e resolvo ir para o trabalho.
A Unb não é um lugar para se estudar.
Cometido por
Marcos
às
11:22 AM
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12 maio 2007
Janela da alma
Janela da Alma é um filme que apresenta muitas questões, mas que trata, principalmente, da subjetividade do olhar. Seria assim tão óbvio o fato de cada um ver o mundo, a realidade, de uma forma diferente? Até onde vai o subjetivo, e onde começa o real? Quem, quando criança, já não se perguntou se os outros vêem as cores do mesmo jeito que nós? E depois de grandes, quem já não perdeu um pouco de seu tempo pensando sobre como o olhar pode ser algo totalmente relativo?Dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. O escritor José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade se é que ela é a mesma para todos.



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Marcos
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5:02 PM
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